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Totalização dos votos é aberta, auditável e segura, diz TSE

ResumoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante que a totalização dos votos nas eleições de 2026 é um processo aberto, auditável e seguro. A verificação ocorre em cada seção eleitoral, com procedimentos públicos de conferência e registro. A transparência do sistema permite acompanhamento por partidos, fiscais e cidadãos, assegurando a integridade do resultado final.

Com as eleições de 2026 se aproximando, o TSE detalha como a totalização dos votos é aberta, auditável e segura, com verificação em cada seção eleitoral.

Tarcísio Guedes do Amaral
Por Tarcísio Guedes do AmaralAnalista de Políticas Públicas
Brasília · 13 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Totalização dos votos é aberta, auditável e segura, diz TSE

A totalização dos votos é aberta, auditável e segura, diz TSE. Com as eleições de 2026 no horizonte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça os mecanismos de segurança e fiscalização do sistema eletrônico de votação. O secretário de Tecnologia da Informação da corte, Júlio Valente, explicou que o processo é estruturado de forma descentralizada e pública, permitindo a verificação dos dados produzidos em cada seção eleitoral.

A apuração dos votos começa na própria seção eleitoral. Ao fim da votação, a urna eletrônica registra o resultado e imprime o boletim de urna, com os votos recebidos por candidatos e partidos. Uma das vias é afixada no local de votação, e os dados podem ser conferidos posteriormente no resultado divulgado pela Justiça Eleitoral.

Os arquivos com os resultados são retirados da urna e transmitidos por canais criptografados. Antes de serem incorporados à totalização, passam por verificações que confirmam, entre outros pontos, se foram gerados pela urna eletrônica destinada àquela seção e se possuem a assinatura digital correspondente. "Não é só receber e somar. Tudo é verificado", disse Valente.

Como funciona a fiscalização do voto eletrônico

Partidos, candidatos e instituições fiscalizadoras podem acompanhar as diferentes etapas do processo. Segundo o secretário, o sistema eleitoral oferece atualmente dezenas de oportunidades de fiscalização e auditoria, com 40 pontos de verificação ao longo da votação e da totalização.

A biometria é uma das camadas de segurança. O mecanismo busca garantir que apenas o eleitor identificado possa liberar a urna para votar. Caso haja impedimento para a identificação biométrica, o mesário pode autorizar a votação, deixando registrado o procedimento.

O que acontece em caso de questionamento dos resultados

Eventuais questionamentos podem ser apresentados à Justiça Eleitoral. Caso haja elementos que justifiquem uma recontagem, as urnas e os registros digitais dos votos permanecem preservados e lacrados após a eleição para permitir auditorias.

Voto impresso: o que diz o TSE

Sobre o voto impresso, o secretário lembrou que a implantação do modelo previsto em legislação foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também citou a experiência realizada em 2002, quando a utilização de impressoras provocou problemas técnicos e aumentou a taxa de falhas no sistema.

Histórico de segurança desde 1996

Ao responder às críticas sobre a segurança das urnas eletrônicas, Valente ressaltou que não há registro de fraude comprovada no sistema eletrônico de votação desde sua implantação, em 1996. O modelo substituiu o sistema de votação por cédulas de papel, que apresentava casos documentados de fraudes durante a coleta, a apuração e a guarda dos votos.

Para Valente, além do histórico de quase 30 anos sem casos comprovados de fraude, a possibilidade de fiscalização é um dos principais elementos de segurança. "O processo eleitoral brasileiro é um dos mais seguros, modernos e auditáveis do mundo", afirmou.

A participação de partidos e instituições na fiscalização é fundamental para fortalecer a confiança no processo eleitoral. A pergunta que fica para o cidadão é: a promessa de segurança cabe no orçamento da confiança pública? O histórico de quase três décadas sem fraude comprovada é o dado que sustenta a resposta do TSE.

Perguntas Frequentes

A totalização dos votos é aberta ao público?

Sim, o processo é público e descentralizado. O boletim de urna é impresso e afixado em cada seção eleitoral, e os dados podem ser conferidos no resultado divulgado pela Justiça Eleitoral.

Quantas oportunidades de auditoria existem?

Segundo o TSE, o sistema eleitoral oferece atualmente 40 oportunidades de fiscalização e auditoria, permitindo o acompanhamento das etapas da votação e da totalização.

A biometria é obrigatória para votar?

A biometria é uma camada de segurança. Caso haja impedimento para a identificação biométrica, o mesário pode autorizar a votação, deixando registrado o procedimento.

O que acontece com as urnas após a eleição?

As urnas e os registros digitais dos votos permanecem preservados e lacrados após a eleição para permitir auditorias, caso haja elementos que justifiquem uma recontagem.

Por que o voto impresso não foi adotado?

A implantação do modelo previsto em legislação foi considerada inconstitucional pelo STF. Em 2002, o uso de impressoras provocou problemas técnicos e aumentou a taxa de falhas no sistema.

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